28 de dez. de 2012

Casa Limpa, Dracma Encontrada  |  Pr. Olavo Feijó

Lucas 15:8 - Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?

Um dracma de prata valia o salário de um dia inteiro de trabalho. Entende-se, por isso, o sentido da parábola da dracma perdida. "Se uma mulher que tem dez moedas de prata perder uma, vai procurá-la, não é? Ela acende uma lamparina, varre a casa e procura com muito cuidado, até achá-la." (Lucas 15:8).

Por incrível que pareça, temos a capacidade de perder coisas que são de valor. Valor emocional. Valor monetário. No início, tomamos todo o cuidado. E, geralmente, as colocamos nos lugares mais seguros e, quase sempre, mais ocultos. Exatamente por saírem da circulação diária, nossas coisas valorosas vão saindo da nossa área de atenção. Como todas as coisas escondidas, elas vão se confundindo, com o passar do tempo. Até que um dia, por alguma razão emergentemente, nós nos lembramos delas. Mas não mais sabemos onde guardamos. O que é um equivalente educado para "ficaram perdidas".

Assim é nossa vida cristã. Quando a começamos, tudo é maravilha. Com toda a sinceridade, realmente achamos que manteremos nosso nível inicial de espiritualidade. Aos poucos, porém, problemas e exigências da via diária vão se acumulando, soterrando nossos valores iniciais. Como redescobrir os grandes valores do "primeiro amor"? Na parábola da dracma perdida Jesus nos responde? Limpando a casa. E acendendo a luz. Nunca foi fácil. Mas sempre dá resultado. A dracma é reencontrada...

26 de nov. de 2012

Quanto Valemos Para Deus?  |  Pr. Olavo Feijó

Isaías 43:4 - Visto que foste precioso aos meus olhos, também foste honrado, e eu te amei, assim dei os homens por ti, e os povos pela tua vida.

As mensagens de Deus para nós, através do grande profeta Isaías, ainda hoje alimentam o nosso coração. Mesmo quando chama a atenção do Seu povo, para seus erros e pecados, o Senhor insiste em predizer que, após nosso arrependimento, seremos restaurados: "...Pois para Mim você vale muito." (Isaías 43:4).

Uma das dimensões da nossa "imagem e semelhança de Deus" é a nossa capacidade, dada pelo Senhor, de reconhecer nossos desvios espirituais e de retornar para a comunhão com Ele. Para garantir esta nossa qualidade espiritual, o Senhor tem tomado todas as medidas, inclusive a de penetrar a nossa dimensão humana, na pessoa de Cristo Jesus.

Estamos tão envolvidos no mau testemunho que damos, como cristãos, neste mundo de maldade, que tendemos a não valorizar as bondosas e poderosas intervenções de Deus. De tanto ver irmãos venderem sua primogenitura por um prato de lentilhas, achamos natural não dar mais valor ao significado da primogenitura. Tudo ISS, porém, não tem impedido o Senhor de insistir nos Seus esforços de nos restaurar. Nas vezes em que olhamos ao redor com os olhos da fé, notamos o agir de Deus. Quando isto acontece, ainda com lágrimas, perguntamos ao Senhor - "porque a Sua insistência?" Sua resposta continua a ser a mesma: "para Mim você vale muito".

19 de nov. de 2012

Regozijar-se no Rei  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 97:1 - ¶ O SENHOR reina; regozije-se a terra; alegrem-se as muitas ilhas.

Até a véspera do dilúvio, diz Gênesis, as pessoas achavam que suas alegrias mundanas durariam para sempre. Séculos depois, o salmista nos ensina como experimentar alegria bem fundamentada: ""Jeová é Rei. Regozije-se a Terra; alegrem-se as numerosas ilhas." (Salmo 97:1).

As alegrias mundanas têm bases superficiais. Por isso, elas não são satisfatórias, por mais que se repitam e se multipliquem. A alegria contemporânea, para continuar, enganando vem usando, cada vez mais, música barulhenta e rítmica, sensualidade de movimentos, consumo de álcool e outras drogas. Por mais que a ressaca do dia seguinte denuncie a farsa, não cessa a busca viciada de mais "alegria".

A Bíblia fala de regozijo. De alegria profunda e saudável. Para que sua receita e alegria não se confunda com as farras do mundo, a Bíblia vai direto ao ponto: regozijo só funciona se fundamentando no Senhor. É na medida que nos damos conta de que, de fato, Jeová é Rei, que experimentamos regozijo na Terra. O regozijo no Senhor, por isso, pode acontecer no leito de enfermidade, na dor da injustiça, na perda causada pela morte. Esta é a diferença entre a festa mundana e os banquetes espirituais - eles são regozijo por causa da soberania do Rei.

1 de nov. de 2012

A Força Do Senhor E Meus Pés  |  Pr. Olavo Feijó

Habacuque 3:19 - O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de corda).

Habacuque termina o seu livro de profecias de uma forma triunfante: "O Senhor Deus é a minha força; Ele fará os meus pés como os da corça e me fará andar sobre os meus lugares altos." (Habacuque 3:19).

O Senhor dotou os pés dos animais de uma conformação adequada para andar no terreno em que vivem. Assim, há animais cujos pés têm agilidade nas árvores. Outros existem que se deslocam equilibradamente com seus pés nas águas. Para viver bem nos rochedos íngremes, o Senhor dotou de patas especiais as cabras monteses e algumas corças. É neste contexto que o profeta declara o fortalecimento dos nossos pés, que somente o Senhor pode dar.

Fomos criados pelo Senhor para viver nos "lugares altos", do ponto de vista espiritual. Acostumados, entretanto, pelas durezas da vida, desenvolvemos pés deformados e inseguros. Quando, em plenos vales insalubres e escuros, nós nos encontramos com o Cristo, Ele nos convida para subir. Para os níveis do Senhor, onde o ar é puro e a luz do Senhor nos ilumina. Para gozar desta bênção, porém, é essencial deixar que nossos pés sejam trabalhados por Ele. Quando aceitamos a obra do Espírito de Cristo em nossa vida, Ele opera nossos pés e nos leva seus lugares altos.

31 de out. de 2012

Ao Próximo Como A Si Mesmo  |  Pr. Olavo Feijó

Marcos 12:30 - Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.

Quando perguntado sobre o maior de todos os mandamentos, Jesus logo respondeu: "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças. E o segundo mais importante é este: Ame os outros como você ama a você mesmo. Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois." (Marcos 12:30-31).

Não adianta obrigar alguém a gostar. A experiência de gostar é espontânea: ela significa aquilo que somos e o que temos. Já a vivência de amar não é assim tão fácil, tão natural. Amar é decisão, é fruto de convicção. Amar é fruto de amadurecimento, de responsabilidade. Por isso tudo, o Senhor considerar o amor como um mandamento. Como o maior dos mandamentos.

Por que a Bíblia nos manda amar? Porque, como cristãos, começamos como crianças recém-nascidas. E porque nenhum nascido de Deus deve permanecer infantil, destituído de crescimento e desenvolvimento. Quando amamos ao Senhor, sobre todas as coisas, lançamos os alicerces de nosso edifício espiritual. O ato de aceitar a Cristo como o Senhor da minha vida é coisa íntima. A decisão de seguir a Cristo, porém, somente influencia minha vida social quando cumpro o mandamento de amar aos outros do jeito que o Senhor me ensinou a amar a mim mesmo. Amar a Deus é minha maneira de dizer a Cristo quanto eu amo o Pai. Amar ao próximo é dizer a Cristo quanto eu aprendi a amar os filhos.

29 de out. de 2012

omanos 15:4 - Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.

A carta aos Romanos pode ser considerada como o mais profundo comentário teológico da pessoa e dos ensinos de Jesus, dentro do contexto da história da revelação feita por Deus. Nos capítulos 14 e 15, o assunto é tolerância para com os mais fracos espiritualmente. As Escrituras, diz o Apóstolo, não discriminam e, igualmente, ensinam os sábios e os ignorantes, os santos e os pecadores: "Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar". (Romanos 15:4).

Já nos Evangelhos, o Senhor orou publicamente, dando graças ao Pai por estar revelando Sua salvação aos humildes e despojados. Por outro lado, não há texto bíblico impedindo os ricos e os sábios de serem ensinados pelas Escrituras. A motivação do ensino bíblico se encontra na graça divina, que nos ama "sendo nós ainda pecadores".

O limite de nossa aprendizagem bíblica se encontra dentro de nós mesmos. O próprio Senhor nos denuncia: "Meu povo cometeu dois pecados- abandonou a Mim, fonte de águas vivas e cavou para si cisternas, cisternas rotas que não retém as águas". Ninguém realmente aprende a Bíblia enquanto insiste em misturar revelações divinas com doutrinas meramente humanas. Nossas teologias pessoais não passam de "cisternas furadas". Se humildemente quisermos, a Bíblia nos ensinará, pela ação do Espírito.

24 de out. de 2012

Gênesis 1:2 - E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

Diz o livro de Gênesis que, antes da obra criadora do Senhor, o que havia era o caos: "A Terra era sem forma e vazia. Trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas." (Gênesis 1:2).

Antes de qualquer intervenção do Senhor o que existe é "sem forma e vazio" - sem identidade e sem significado. "Trevas cobriam a face do abismo" - se é que podemos entender, o que "havia" era a "não existência", a "não realidade". "O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas" - aparentemente, as "águas" ainda não tinham experimentado a ação criadora e sustentadora do Senhor. É com o "haja luz" que a criação começa. Foi o primeiro dia.

Nossa vida, sem a intervenção divina, é "sem forma e vazia". Na realidade, sem o Senhor nossa via é sem vida. Viver em trevas é existir sem significado. Sem alvo, sem rumo. É viver à deriva, sobre "a face do abismo". Quando o Espírito de Deus, que vive ao nosso redor, meramente se move "sobre" a face das águas, não nos beneficiamos da criação divina. "Haja luz" é a ordem criativa do Senhor para todos nós. É o mesmo que dizer "haja Cristo". Porque a Revelação nos diz que o Cristo é a luz do mundo. Receber o Cristo é receber a luz do mundo. Receber o Cristo é receber a luz, é receber a vida. Com Cristo, experimentamos conformação divina. Ao invés de viver de maneira "sem forma e vazia", quando vivemos "em Cristo", vivemos "à imagem e semelhança de Deus".

16 de out. de 2012

Ofertando Lábios Impuros  |  Pr. Olavo Feijó

Isaías 6:7 - E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado.

Quando Isaías, dentro de Templo, percebe a intensidade da sua imperfeição espiritual, ele clama pela misericórdia divina. Como resposta, um dos serafins pega uma brasa viva do altar e a põe em contato com os lábios do jovem. "Com ele tocou a minha boca e disse: Veja, isto tocou os seus lábios; por isso, a sua culpa será removida e o seu pecado será perdoado." (Isaías 6:7).

A presença do Senhor inundou absolutamente o ambiente do Templo. Isaías comparou o impacto daquela glória com a sua envergonhante conduta pecaminosa. A única exclamação honesta, diante do contraste, foi seu "Ai de mim, que tenho lábios tão impuros".

A honestidade de Isaías deve ser o modelo da nossa própria honestidade. Dante do tamanho do amor dadivoso do Senhor, que é que temos para Lhe oferecer? De puro e santo, não temos nada! Como ficamos, então? Sairemos do templo de cabeça baixa, coração pesado e fugirmos da 'presença" do Senhor? Qual é a resposta que Ele espera de mim? Ele não me pede aquilo que eu não possuo. O que Ele espera de mim é a entrega sincera, honesta, do meu pecado. Se eu recuar a "brasa viva nos meu lábios", eu nunca serei profeta do Senhor, testemunhando por todo o mundo. Nunca será fácil entregar nossa impureza para o Senhor. Mas é esta a oferta que Ele espera de nós.

9 de out. de 2012

Mutuamente Encorajados Pela Fé  |  Pr. Olavo Feijó

Romanos 1:12 - Isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, assim vossa como minha.

Um grupo de cristãos surgiu em Roma, dando início a uma igreja. Desde que teve informações do bom testemunho deles, Paulo desejou visitá-los. Uma das razões dadas pelo apóstolo foi: "Isto é, para que eu e vocês sejamos mutuamente encorajados pela fé." (Romanos 1:12).

Como sabemos o tipo de fé observado pelos romanos? Pelo desenvolvimento dos argumentos bíblicos que lemos no continuar da Carta. Em Roma, a fé dos cristãos ainda estava carregada de preceitos da Lei judaica - principalmente aqueles que ainda faziam sombra à toda suficiência da graça de Deus em Cristo. Paulo, então, afirma claramente: "sendo justificados gratuitamente por Sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus."

A proposta de Paulo, explicitada desde o primeiro capítulo propõe mutualidade das nossas experiências espirituais. Porque cada um vem de uma cultura religiosa diferente, será natural esperar hábitos e interpretações diferentes. Nossas práticas espirituais, entretanto, devem ser avaliados por um denominador comum: a obra de Jesus Cristo, revelada pelo Espírito Santo. Quando estamos juntos e compartilhamos nossa fé, ficamos mais abertos para obedecer os ensinos revelados da Palavra. A Carta aos Romanos contém a teologia final sobre o Cristo. Quando humildemente procuramos obedecê-la e humildemente damos testemunho aos irmãos, nós nos encorajamos uns aos outros. Ficamos "mutuamente encorajados pela fé".